sábado, 7 de maio de 2016

Legião Urbana - 30 anos!

No dia 18/03/16 tive a oportunidade de finalmente assistir ao vivo um show da Legião Urbana. Sem o Renato Russo, é verdade, mas isso não tirou o brilho de Bonfá, Dado e banda. Foi um show memorável, muito emocionante cantar e ouvir todo o público cantando junto. Gostei do vocalista André Fratechi, cantou bem e não quis ficar aparecendo, o cara respeitou o público e a história da Legião.

Alguns pontos altos: Pais e Filhos (com Bonfá no vocal), Perfeição (que eu não esperava) e Faroeste Caboclo que é praticamente um hino.

No final do show eu já estava quase sem voz e muito suado. Mas foi um show fantástico e posso dizer que lavei a alma. Viva a Legião Urbana!

Abaixo informações sobre o show e um setlist bem aproximado (não tenho certeza da ordem das músicas na segunda parte).

18/03/16
Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, os integrantes remanescentes da Legião Urbana, que formaram a banda ao lado de Renato Russo, estão na estrada com a turnê "Legião Urbana XXX anos", que comemora as três décadas do lançamento do primeiro CD. única apresentação no palco do Spazio Van.

Ao lado da dupla original da Legião, estão os convidados Lucas Vasconcellos (Letuce) (guitarra), na guitarra, Mauro Berman (Cabeza de Panda e Marcelo D2), no baixo, e Roberto Pollo (Cirque Du Soleil), nos teclados. Quem vai dividir os vocais com o público será o ator e cantor André Frateschi.

O vocal foi dividido entre André, Dado e Bonfá, sendo que em algumas músicas os 3 cantaram, como em Indios que cada um cantou uma parte. Ainda houveram 2 convidados: Jonnata Doll cantou 1965 (Duas Tribos) e Marina Franco cantou Dezesseis.

LEGIÃO URBANA
Quando: 18 de março de 2016 (Sexta)
Local: Spazio Van (BR116, Linha Verde, 15000)
O show durou mais de duas horas!

Set list:
(1a parte o primeiro CD na íntegra e na ordem que foi lançado)
Será
A Dança
Petróleo do Futuro
Ainda é Cedo
Perdidos no Espaço
Geração Coca-Cola
O Reggae
Baader-Meinhof Blues
Soldados
Teorema
Por Enquanto

(2a parte)
Tempo Perdido
Daniel na Cova dos Leões
Há Tempos
Fábrica
Eu Sei
1965 (Duas Tribos)
Dezesseis
Meninos e Meninas
Pais e Filhos
Angra dos Reis
O Teatro dos Vampiros
Quase Sem Querer
Indios

Bis

Faroeste Caboclo
Perfeição
Que País é Esse?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Gramado e Canela

Ressurgindo aqui no blog depois de mais de 1 ano. De fato essa vida de Twitter faz com que a gente deixe de lado textos maiores, postando apenas comentários curtos.

Já há algum tempo pretendia conhecer Gramado e Canela e finalmente consegui nestas férias de julho. Gostei muito da cidade e se houver oportunidade voltarei. Apesar de eu mesmo ter encontrado muito disso na internet (se você vai para Gramado pesquise sobre a cidade antes de viajar), vou dar algumas opiniões e dicas sobre o que eu vi em Gramado e Canela.

Turistas: Viajei com a Ana e com minhas filhas Thais e Tatiane. Foi divertido o passeio em família.

Época. Julho é mais caro! Pelo menos a parte de transporte e hospedagem, pois ao pesquisar notei que os valores para viajar em junho ou agosto eram menores. Gramado tem muitos atrativos natalinos, portanto dezembro, além das férias escolares de verão, também é mais caro.

Transporte. Procurei alguns pacotes turísticos que incluíssem transporte e hospedagem mas não achei nada que valesse a pena (No Hotel Urbano até que tinha alguma coisa mas para meses diferentes de julho). Fomos de avião de Curitiba até Porto Alegre (consegui bons preços comprando com pouco mais de 1 mês de antecedência). No próprio aeroporto de Porto Alegre passa um ônibus executivo da empresa Citral que vai até as rodoviárias de Gramado e Canela, foi esta nossa opção.

Hospedagem. Procuramos com cerca de 1 mês de antecedência. Além de diárias caras em julho, também foi difícil achar hotéis que tivessem disponibilidade no período que queríamos, isso que optamos por ficar de segunda a quinta, se fosse final de semana não sei se conseguiríamos. Ficamos na Pousada Zermatt em Gramado, destaque positivo para atendimento, café da manhã e localização (+-500 mts do Mini Mundo e +- 1 km da Rua Coberta).

Dinheiro. Fiquei impressionado com a quantidade de locais em Gramado e Canela que não aceitavam cartão de débito, apenas dinheiro vivo. Alguns (restaurantes e lojas principalmente) aceitavam cartão mas já avisavam que em dinheiro tinha (um ótimo) desconto. Havíamos levado dinheiro mas precisamos sacar mais. Tem que ficar atento para não ir até o Parque do Caracol por exemplo e não ter dinheiro, a entrada é só em espécie. A boa notícia é que tem vários bancos diferentes no centro.

Gramado A Pé. Inicialmente fiquei desconfiado com a afirmação de que andar a pé em Gramado seria uma boa opção. Na prática funciona. Claro que depende onde você está hospedado mas o fato é que os principais pontos no Centro são próximos. No coração do Centro estão a Rua Coberta, Palácio dos Festivais e Igreja São Pedro, a partir daí caminhando até 5 quadras você chega em outros pontos turísticos. Tem até um guia "Gramado a pé" para turistas.

Aluguel de Carro. Fomos a algumas agências de turismo ver city tours principalmente para Canela (que fica 7 km de Gramado) mas a maioria desses passeios é panorâmico e para em 2 ou 3 lugares por um tempo curto. Como gostaríamos de ir pelo menos no Parque do Caracol e no Mundo a Vapor optamos por alugar um carro. Custou 89,00 a diária e como estávamos em 4 pessoas valeu a pena financeiramente, além de decidirmos quanto tempo ficar em cada local.

Avenida das Hortências. Para ir do Hotel ao centro seguíamos pela Av. das Hortências, uma das principais ruas de Gramado, muitos restaurantes e outros comércios.

Aldeia do Papai Noel. Achei que a manutenção no local não é muito boa pois haviam itens mal cuidados e interditados. É uma atração mais para criança e não estava nos planos, mas a Thais insistiu e fomos. Não deixe de ir até o mirante que tem uma visão fantástica. Para quem gosta de animais vimos alces, um bambi (animalzinho que parece um viado pequeno), cabritos e cães São Bernardo.

Prefeitura. Fachada legal para foto e dentro tem quadros de vários (acho que todos) ex-prefeitos de Gramado.

Rua Coberta. Lojas e gastronomia, é o principal ponto de referência no centro.

Chocolate Quente na Caracol. Fica na Rua Coberta, experimente um chocolate quente cremoso na Caracol, que é uma das várias lojas de chocolate da cidade. Realmente muito saboroso.

Palácio dos Festivais. Na frente da Rua Coberta. Local onde ocorre o Festival de Cinema de Gramado. Como não era época do festival vale fotos da fachada e são exibidas seções de cinema no local.

Igreja São Pedro. Ao lado do Palácio dos Festivais. Uma igreja de pedra realmente muito bonita, tem missa toda noite. Na frente tem estátuas dos 12 apóstolos e ao lado a Fonte do Amor Eterno (os casais gravam seus nomes em cadeados, o colocam nas grades da fonte e "somem" com a chave).

Chateau de La Fondue. O que mais tem em Gramado é restaurante que serve fondue, pesquisei previamente alguns e optei pelo Chateau. Saboreamos a tal sequência de fondue (fondue de queijo, carne grelhada na pedra e fondue de chocolate) e de fato é muito bom. Recomendo o restaurante, custa +- 63,00 por pessoa (fora bebida e 10%) mas tem desconto pagando em dinheiro. No final ainda levamos de brinde uma garrafa de vinho. A exemplo de vários outros restaurantes, busca e leva gratuitamente no hotel.

Parque do Caracol. Fica em Canela e é muito bonito. Logo no início tem o mirante, com uma vista fantástica para a cascata. Depois vem a famosa escadaria de 730 degraus (equivale a um prédio de 44 andares), pra descer todo santo ajuda, já para subir... a Ana que o diga. Mas descer aproximadamente 131 metros até o "pé" da cascata vale a pena. Para subir tem vários bancos para descanso estrategicamente colocados. Detalhe que mesmo se você não descer a escadaria ainda tem coisa bonita para ver, principalmente as corredeiras e a prainha. Vá com tempo, para curtir o local sugiro ao menos 2 horas.

Castelinho Caracol. Em Canela, perto do Parque do Caracol, bom para fotos e ver uma espécie de museu de ferramentas antigas (serras, máquinas de grãos, etc).

Mundo a Vapor. Em Canela, espécie de museu do vapor, além da fachada muito legal são feitas explicações do funcionamento de vários equipamentos a vapor. Se não estou enganado foi um dos poucos lugares que estudante paga meia. Recomendo.

Lago Negro. Em Gramado, é um dos cartões postais da cidade. Pra falar a verdade é um parque sem nada demais, o que difere é andar no pedalinho. Andamos e foi divertido, caminhamos um pouco no parque e fomos embora.

Subway. Não vi muitas lanchonetes em Gramado mas do lado da Igreja de São Pedro tem um Subway, para quem não queria uma refeição e sim um lanche, ótima opção.

Mini Mundo. Famosa atração de Gramado e gostei muito. Miniaturas 24 vezes menores que o tamanho real. Vários prédios, maioria da Alemanha, e destaque para o museu de São Paulo. Pelo histórico apresentado lançam ao menos uma nova miniatura todo ano, ou seja, mesmo quem já foi e faz uns 5 anos ou mais, haverá novidades. A riqueza nos detalhes impressiona, recomendo.

Fábrica Florybal. As principais das muitas lojas de chocolate de Gramado são Caracol, Florybal, Lugano e Planalto. Todas oferecem transporte gratuito até a sua fábrica. Optamos por visitar a fábrica da Florybal, tem uma fachada bonita para fotos e uma loja para comprar os doces. A fábrica mesmo foi decepcionante porque só mostravam algumas máquinas de produção e deram uma explicação simples. Minha expectativa de ver o passo a passo da fabricação foi ao chão.

Parque Terra Encantada Florybal. Fica em Canela, no caminho para o Parque do Caracol. Não estava nos planos mas como a visita à fábrica foi meio sem graça acabamos comprando a entrada (estudante paga meia), o transporte de ida e volta também é gratuito. É um parque cheio de réplicas de dinossauros, seres de mitologia, monstros e outros animais. Bem cuidado e bem pensado, você vai andando pelas trilhas no meio das árvores e vendo as réplicas, rende fotos legais, para ver com calma precisa de 1 hora e meia.

Igreja do Relógio. Em Gramado, há umas 3 quadras da Rua Coberta. Uma igreja Evangélica Luterana com um relógio na torre. Vale pelas fotos.

Biblioteca Municipal. Chamou atenção uma das funcionárias que nos recebeu e explicou o funcionamento. Mas não tem nada demais, é uma casa antiga de dois andares.

Câmara dos Vereadores. Não é permitido entrar, então só foto da fachada.

Praça do Moinho. É estranho chamar de praça, já que ao redor do moinho tem várias lojas, praça mesmo não há. Tire uma foto para dizer que foi.

Rótula das Bandeiras. Uma rótula que tem bandeiras de todos os estados Brasileiros e talvez outras bandeiras que não identifiquei. Vale a foto, já que do lado tem uma estátua do "kikito" que é o trofeu dado aos vencedores do festival de cinema.

Lago Joaquina Rita Bier. Um lago com pista de caminhada em volta. No centro aqueles jatos de "águas dançantes" mas estavam desligados, dizem que funcionam com iluminação no Natal.

Centro Municipal de Cultura. Fica junto ao Lago Joaquina Bier, haviam esculturas expostas e só. Dizem que ocorrem exposições e oficinas periodicamente.

Praça das Etnias. Do lado da Rodoviária, tem umas casas antigas. Há também ali a Casa do Colono, que vende produtos típicos, compramos Cuca e biscoito.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sem Regras o Mundo Seria um Caos

Depois do meu último post percebi que algumas pessoas interpretaram que eu quis dizer que não obedeço as leis/regras e que não acredito na justiça. Então creio que cabem alguns esclarecimentos.

Bom, alguns posts eu consigo preparar e amadurecer antes de publicar, outros eu escrevo e publico na mesma hora. Foi o caso do último post, eu tinha a ideia na cabeça, comecei a escrever, revisei rapidamente e postei. Confesso que o tom do texto acabou ficando de desabafo e justamente por isso exagerei um pouco nas críticas. Vou inclusive alterar alguns trechos daquele texto para amenizar isso.

Sobre o fato de eu inventar uma "lei de sobrevivência" para os semáforos de madrugada, a intenção não é sair furando tudo quanto é sinal mas o recado que eu dou é para tomar bastante cuidado pois infelizmente pode-se ser pego de surpresa como eu fui ao passar um sinal verde e sofrer um acidente. Em vias mais movimentadas ou antes da meia noite eu tento seguir rigorosamente a sinalização de trânsito.

Eu também disse no post que a justiça tarda e falha e dei um exemplo disso. Porém, longe de mim querer dizer que a justiça sempre falha. A crítica era no sentido contrário, ou seja, a justiça pode sim falhar. Eu acabei detalhando os fatos mas no fim das contas eu não consegui provar que o outro carro furou o sinal e fiquei com um sentimento de injustiça. Porém, sei de vários casos parecidos em que a justiça foi feita. Logo, eu acredito sim na justiça! Se acontecer um fato parecido vou procurar novamente o judiciário.

Acredito que as pessoas devam seguir as regras e leis. Se não houvessem regras o mundo seria um caos e muitas vezes é graças às regras que as coisas funcionam. Procuro ser ético e honesto no que faço e também procuro incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Sou contra o "jeitinho brasileiro" e "levar vantagem em tudo", devolvo troco dado a mais e procuro ser justo no que faço.

Enfim, procuro seguir as regras sim. Sei que existem as pessoas "espertas" que dizem ser uma besteira fazer tudo certo, que é coisa de "otário". Mas eu prefiro fazer o correto e estar com a consciência tranquila. Se todos fossem honestos teríamos um mundo muito melhor, não haveriam estelionatos e afins. Mas enquanto isso não acontece eu faço a minha parte.

Claro que não sou perfeito, cometo muitos erros e deslizes, mas a intenção é ser uma pessoa do bem. E para finalizar vou compartilhar uma frase que uma certa garota escreveu esses dias: "Prefiro fazer as coisas dentro da lei e se não concordar com a lei lutar para que a mesma seja revista do que criar minhas próprias regras".

domingo, 31 de março de 2013

O Dia Que Não Morri (ou A Justiça Tarda e Falha)

Já faz um tempo que estou ensaiando este post, na verdade só decidi escrevê-lo mais recentemente, justamente porque foi um episódio antigo mas que serve até para eu mesmo lembrar dos fatos e refletir sobre duas coisas: a facilidade de perder (ou não) a vida e o sistema judiciário.

Desde a época da faculdade, quando eu passei a sair mais de carro durante a madrugada, observando o comportamento dos motoristas após a meia-noite estabeleci para mim algumas "leis de sobrevivência": Se o sinal estiver vermelho deve-se parar, olhar e furar caso não venha carro na outra via (teoricamente não é aconselhável ficar parado em sinal nesse horário por conta de assalto e tal); Se o sinal estiver verde, deve-se reduzir a velocidade e olhar para ver se nenhum outro carro se aproxima parecendo que vai furar o sinal (sim, de madrugada muita gente fura o sinal sem a menor cerimônia). Eu só não sabia que essa lei seria tão útil pra mim um dia.

Tudo começou no dia 19/08/2005, uma sexta-feira. Trabalhei até umas 19 hs, bati o ponto e emendei, acreditem, algumas horas de estudo ali mesmo no escritório. Motivo: eu iria prestar concurso público para o TECPAR no domingo, dia 21. Eu tinha alguns assuntos que queria estudar e aproveitei o fato de alguns colegas (Rubens e Edson) estar fazendo hora extra naquela noite e fiquei por ali mesmo. Lá pelas tantas pedimos pizza e refrigerante e quando me dei conta já era mais de meia noite. Terminei de estudar e fui para meu carro, na época um Corsa Wind 97, o Lyu (sim, ele tinha um nome!). Lembro que tinha mandado lavá-lo naquele dia e a luz do poste refletia bonita na lataria limpa e brilhante.

Saí do Centro Cívico com destino ao Bairro Alto, estava na Rua Augusto Stresser sentido Alto da XV. O semáforo que cruza a Rua José de Alencar estava verde, lembrei da "lei de sobrevivência" para o trânsito de madrugada, afinal já era dia 20/05/2005 às 01:30 hs aproximadamente, reduzi a velocidade e olhei para a direita (a rua tem sentido único). O problema é que há um muro nessa esquina que limita bastante a visão e eu tive que seguir até poder enxergar completamente a José de Alencar... mas antes que eu pudesse ter uma visão melhor fui atingido repentinamente por uma Renault Master que vinha pela pista da esquerda (mais próxima ao muro) e furou em velocidade o sinal da José de Alencar. A Renault colidiu de frente com o lado dianteiro direito do Corsa, eu não lembro se pisei no freio antes ou depois da batida, mas tenho bem clara a lembrança de ver o capô do Corsa amassando/dobrando e o carro girar para o lado. Quando o carro parou eu percebi que havia tensionado todo o corpo, fiquei parado por alguns segundos e pensei: "Meu Deus, eu to vivo!". Tive consciência de que se eu não tivesse reduzido a velocidade aquela Renault enorme teria dado no meio do Corsa e nesse caso não faço ideia de onde eu ia parar mas com certeza o estrago seria muito grande. Esse foi O Dia Que Não morri!

Liguei o pisca-alerta e saí do carro assustado, sem saber direito o que fazer. Apareceu um casal (Rodrigo e Viviane) perguntando se eu estava bem e dizendo que eles viram o outro carro furar o sinal, se eu precisasse de alguma testemunha ou algo assim poderia contar com eles. Com a mão trêmula, anotei com dificuldade no celular o telefone do Rodrigo e fui falar com o motorista que aparentemente tentou me matar. Ademir era o nome do cidadão. A Reunault Master era da empresa Rimatur Turismo e estava levando os funcionários do Mercadorama para suas casas. Preciso comentar que uma pessoa que está trabalhando no transporte de outras pessoas e que fura um sinal de madrugada como se estivesse numa preferencial (ele não freou antes da colisão) tem uma percepção estranha de responsabilidade. O Ademir não admitiu que furou o sinal e ainda teve a audácia de me dizer que os seus passageiros estavam de prova.

A frente do Corsa ficou muito detonada, apesar de limpo e brilhante ele estava agora bem prejudicado. Na Renault Master só fez um pequeno arranhão no para-choque. Daí liguei pro meu corretor de seguro (Marcos), chamamos o BPTran para fazer BO, liguei para a assistência da Liberty que guinchou o carro e me levou para casa.

Apesar desse acidente ter estragado meu sábado, domingo fui fazer o concurso do TECPAR. Passei em 3º e em 2006 fui chamado para assumir a vaga (isso seria sangue frio, persistência ou concentração durante a prova?). Mesmo assim, nos dias após o acidente eu não deixava de pensar que por uma fração de segundos eu não sofri um acidente muito pior. Eu poderia ter ficado aleijado ou ter morrido. Pensei nas minhas filhas, meus pais, na Ana, nos amigos... como ficariam caso eu me fosse? Agradeço a Deus por estar a meu lado naquele momento.

Agora vem a parte do judiciário. Pois bem, conversando com o Fernando da MKM Seguros, que me auxiliou no processo de conserto do carro pela seguradora, ele me sugeriu que entrasse com um processo no Tribunal Especial Cível (popularmente chamado de Pequenas Causas). Eu tinha as testemunhas e a certeza de que o outro carro furou o sinal. Entrei com o processo contra o Ademir pedindo o ressarcimento da franquia do seguro. Acho que a motivação maior era fazer justiça e se fosse possível conscientizar o motorista irresponsável.

A primeira audiência, de conciliação, foi em 2006. O Ademir alegou que se perdesse a causa não teria como pagar e o juiz me convenceu a desistir do processo e abrir outro, desta vez contra a empresa Rimatur. Aqui talvez meu primeiro erro. A partir daí passei a contar com um advogado mas o processo foi longo. Na primeira audiência a Rimatur deixou claro que não faria acordo, já que a seguradora dela só faz ressarcimento no caso de causas perdidas na justiça (sem acordo entre as partes). Na segunda audiência talvez a situação mais inusitada, consegui levar as duas testemunhas (Rodrigo e Viviane) para depor, a Rimatur também tinha as dela, porém minutos antes da audiência o juiz se declarou inapto para atuar por já ter sido advogado de sócio da Rimatur. Lembro que a minha advogada, a Liliane, ficou muito brava e só faltou xingar o juiz.

Depois disso as coisas começaram a emperrar. Ou as testemunhas não apareciam, ou a audiência era adiada por algum motivo (teve recesso, mudança de endereço físico do tribunal, até queda de luz), enfim, sempre acontecia algo que fazia com que fosse marcada nova audiência. Em média foram feitas 2 ou 3 audiências por ano. O tempo ia passando e passei a ter dificuldade para levar minhas testemunhas, a Viviane alegava trabalhar com leilão de jóias e tinha umas questões sigilosas que não permitiam que ela fosse depor, o Rodrigo tinha reuniões e viagens que coincidiam com as audiências.

No ano de 2011 o Rodrigo ficou fora do Brasil e quando eu já nem contava com a Viviane, ela apareceu numa audiência. Para tentar agilizar a decisão da causa, meu advogado abriu mão de ouvir o Rodrigo, já que ele estava morando no exterior. O problema foi que no depoimento da Viviane ela não lembrava dos detalhes do acidente (6 anos haviam passado) e acabou dizendo que o sinal estava no pisca-alerta. Depois da audiência, a defesa da Rimatur consultou as autoridades e conseguiu provar que aquele semáforo não estava em pisca-alerta na ocasião do acidente. Tentamos nas audiências que se seguiram fazer com que o Rodrigo fosse intimado novamente pois ele voltou ao Brasil em 2012. Infelizmente o juiz não aceitou ouvi-lo e no final de 2012 o processo foi julgado improcedente.

Resumo da história: passaram-se mais de 7 anos entre o acidente e o julgamento final do processo, houve perda de tempo dos envolvidos e muitas trapalhadas do tribunal, o Ademir provavelmente continua dirigindo de forma imprudente (apesar de não trabalhar mais na Rimatur). Neste caso a justiça tardou e falhou, portanto às vezes é verdadeira a afirmativa de que A Justiça Tarda e Falha!

sábado, 3 de novembro de 2012

Impressão de Belo Horizonte

Nos dias 17, 18 e 19/10 estive trabalhando em Belo Horizonte. Foram menos de 48 horas na cidade, mas pude observar algumas coisas na minha primeira visita a Minas Gerais e vou ousar escrever sobre.

Na chegada à cidade, por volta das 19 horas, comecei a perceber algumas coisas que vale a pena citar. A primeira é que o Aeroporto de Confins é bem longe do centro da cidade, eu já havia sido alertado sobre isso e fui do aeroporto até a rodoviária com um ônibus que custa cerca de R$ 9,00. Se fosse de taxi dizem que gastaria uns R$ 90,00. O trajeto de ônibus dura uns 50 minutos.

Uma vez dentro do ônibus, cujo motorista era meio doidão e acelerava um monte, notei que BH tem muitos viadutos, depois conversando com colegas da cidade me disseram que são antigos e que atualmente são um problema porque em algum ponto esses viadutos diminuem a quantidade de pista e isso gera um "gargalo" no trânsito. De qualquer forma eu achei o trânsito bom.

Cheguei na rodoviária e dali estava nos planos eu ir caminhando até o Hotel Ibis. Eu tinha dois mapas, um do google que havia impresso em Curitiba e um turístico que peguei no aeroporto. A distância era de umas 9 quadras e eu achei uma boa oportunidade de já ir me familiarizando com o local. Aqui entra algo que já citei no Facebook, é complicado o formato das ruas no centro da cidade, porque são ruas principais em forma de losango e ruas secundárias em forma de quadrado e no encontro das principais com as secundárias você tem sempre 3 opções a seguir, o que causa uma confusão para quem não está acostumado.

Já na saída da rodoviária errei a rua que tinha que pegar (Rua Curitiba, por ironia do destino), haviam poucas placas de rua ali perto e comecei a andar no sentido errado. Devo dizer (e depois moradores de BH confirmaram) que perto da rodoviária é um lugar meio tenso, senão vejamos: haviam várias lojas mais populares por ali, as pessoas na rua tinham cara meio suspeitas e eu com a mochila nas costas cuidando para não ser assaltado.

Haviam algumas garotas de programa na rua, e isso era bem cedo, umas 20 horas. Eu percebi que estava na rua errada e voltei, entrei em outra rua e ali tive certeza que o lugar era doido, entre várias lojas tinha uma "boate" e com uma faixa escrito "Strip Tease ao vivo". O lugar estava em pleno funcionamento, com música e tudo. Eu não entrei, até porque devo confessar que estava cada vez mais preocupado em dar bandeira de ser um turista perdido.

Voltei para perto da rodoviária, numa das esquinas onde tem 3 ruas para escolher e olhando de novo o mapa, percebi que a primeira escolha tinha sido errada, e achei a tal Rua Curitiba. A medida que ia me afastando da rodoviária as coisas iam mudando para melhor. Lugares mais limpos, pessoas menos suspeitas e uma cara de uma cidade bem organizada.

De fato, perto do hotel e à noite não tem nada turístico para se ver. Belo Horizonte é a cidade que tem mais botecos por habitante no Brasil, mas optei por não ir sozinho nesses botecos, uns parecendo mais sofisticados, outros nem tanto.

Acabei indo em dois shoppings (programa de índio, eu sei, mas eram os lugares melhores para jantar), o Diamond e o Cidade. O primeiro bem burguês, o segundo mais popular. Também usei o transporte coletivo da cidade para ir trabalhar, é meio confusa a lógica dos ônibus, pois existem vários ônibus com numeração aproximada que fazem caminhos parecidos, normalmente mudando só o final do trajeto. Em BH as pessoas usam mais o número do que o nome do ônibus, aparentemente o nome não quer dizer grande coisa. Também foi difícil achar o ponto do ônibus, parece que as pessoas só sabem do ônibus que usam, e em cada ponto de ônibus do centro para um número limitado de ônibus. Uma vez no ponto certo, há a vantagem de ter vários ônibus que vão para o mesmo lado, então normalmente pode-se pegar mais de um para ir pro mesmo lugar.

Pra terminar vou falar que achei um barato o sotaque de alguns dos mineiros com quem conversei, comi pão de queijo no hotel e estava muito bom, passei rapidamente no Mercado Central e na Praça da Estação. Pensei que este post seria curtinho e ficou grande, acho que me empolguei ;-).

domingo, 30 de setembro de 2012

Trabalhando em Fortaleza

De 17 a 21/09 estive à trabalho em Fortaleza. Mesmo ficando boa parte dos dias dentro da empresa consegui conhecer um pouco dessa bela cidade do Nordeste do Brasil. Chegamos à noite na cidade e após fazer o check in no hotel Ibis comemos um delicioso peixe assado ao molho de camarão no restaurante Brasão. Passeei um pouco na Orla e passei na frente do famoso Pirata, casa noturna que tem forró toda segunda-feira. O Pirata estava cheio mas como já era bem tarde acabei não entrando.

Usei o transporte coletivo da cidade, para ir e voltar do hotel parar a empresa. A linha servia bem essa necessidade mas percebi que o transito de Fortaleza é muito lento, talvez um dos únicos pontos negativos que vi na cidade. Conversei com algumas pessoas e o povo clama pela intervenção dos governantes nessa questão.

A hospitalidade dos habitantes é nota 10. Não vi insegurança, como havia ouvido antes da viagem e até a prostituição dita em excesso eu vi bem pouco. Vi muita mulher bonita na cidade, realmente de encher os olhos. O Ibis fica na Praia da Iracema e o local é ótimo para caminhadas no calçadão que tem na orla, com muitos restaurantes e vários outros comércios, bem turístico mesmo. Muitas pessoas parecem ter o hábito de caminhar ou correr no calçadão à noite. Também no calçadão muita gente anda de skate, roler e bicicleta (os dois últimos podem ser alugados na hora).

O clima é excelente, calor, muito calor! No dia 18 fui até o Centro Cultural Dragão do Mar, que é muito grande e realmente muito bonito, recomendo a visita. E ainda comemos uma pizza saborosa nas imediações.

No dia 19, frutos do mar: almocei no Big Camarão e jantei no Dom Churrasco. À noite visitamos o Jardim Japonês e uma das pontes que vai em direção ao mar (mas que não vi o nome), comemos um sorvete no 50 sabores (gostoso mas abusivamente caro) e caminhamos bastante no calçadão.

No dia 20 mais peixe: almocei no Parque Recreio (lugar bonito, com muita natureza em volta) e jantei no restaurante Tia Neusa. Depois de jantar saí para tirar mais algumas fotos e conhecer alguns pontos que ainda não tinha visto. Fui na Ponte dos Ingleses (como já disse, tem várias pontes na orla, mas essa era a maior e perto da estátua da Iracema, acredito ser a dos Ingleses), na Estátua da Iracema e na Feira de artesanatos. Vi um humorista de rua, comprei castanha de caju, água de coco e até 2 cajus.

No último dia ainda comi tapioca no café da manhã. O voo de volta foi meio complicado, teve atraso em Fortaleza, chuva no Rio de Janeiro e muita neblina na chegada em Curitiba. Mas ao final voltei satisfeito e com vontade de voltar para Fortaleza em breve, mas de preferência para passear.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Cabeça Dinossauro!

No último sábado, 21/07 aconteceu no Curitiba Master Hall o show "Cabeça Dinossauro" do Titãs. A banda formada por Branco Mello (vocal e baixo), Sérgio Britto (vocal, teclado, baixo), Paulo Miklos (vocal e guitarra), Tony Bellotto (guitarra) e Mario Fabre (bateria) preparou um show bem pesado para comemorar os 30 anos do Titãs. Estive lá e vi um show como há tempos não via, me lembrou a turnê "Titanomaquia", quando tive o privilégio de assitir um show na Pedreira Paulo Leminski, mas isso faz bastante tempo. Em alusão ao disco "Cabeça Dinossauro", um dos principais clássicos do rock brasileiro foram tocadas todas as músicas daquele CD na mesma ordem de gravação, uma atrás da outra, bem no estilo Ramones.

O show estava fantástico, muito bom mesmo, dava gosto de ver todas as músicas com muita guitarra, é o Titãs tocando rock'n roll de verdade. O Sérgio Britto mandando ver no vocal, resgatando o velho roqueiro que ultimamente estava meio pop. Branco Mello com a costumeira presença de palco que empolga o público. Paulo Miklos mandando ver no vocal e surpreendendo também na guitarra. Tony Bellotto comandando as guitarras da banda, como sempre. Mario Fabre, membro convidado, mandou bem também.

O público estava bem diversificado, tinha fãs de várias idades, provando que o Titãs não é só sucesso apenas para os mais velhos. A galera estava bem empolgada e não vi nenhuma confusão. Show sem cigarro é muito bom, essa foi uma vantagem do local, apesar que eu vi um idiota fumando lá dentro. Legal também foram os bis, o show teve 3 bis, como eu já vi acontecer naquele show da Pedreira. Abaixo o set list desse show histórico que durou quase 2 horas, talvez eu errei a ordem mas é mais ou menos isso, coloquei também quem fez o vocal em cada música. Dá-lhe Titãs!

Set list
Cabeça Dinossauro (Branco Mello)
AA UU (Sergio Britto)
Igreja (Branco Mello)
Polícia (Sergio Britto)
Estado Violência (Paulo Miklos)
A Face do Destruidor (Paulo Miklos)
Porrada (Sergio Britto)
Tô Cansado (Branco Mello)
Bichos Escrotos (Paulo Miklos)
Família (Sergio Britto)
Homem Primata (Sergio Britto)
Dívidas (Branco Mello)
O Que (Paulo Miklos)

1o bis
A Verdadeira Mary Poppins (Sergio Britto)
Amor Por Dinheiro (Sergio Britto)
A Melhor Banda de Todos os Tempos (Branco Mello)
Nem Sempre Se Pode Ser Deus (Branco Mello)
Vossa Excelência (Paulo Miklos)
Sonífera Ilha (Paulo Miklos)
Aluga-se (Sergio Britto)
O Pulso (Branco Mello)

2o bis
Diversão (Paulo Miklos)
Será que É Isso Que Necessito? (Sergio Britto)
Televisão (Branco Mello)
Fala, Renata (Sergio Britto)
Lugar Nenhum (Branco Mello)
Flores (Branco Mello)

3o bis
Marvin (Branco Mello)