quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Conhecer a Colômbia Vale a Pena!

No início de agosto estive de férias na Colômbia e adorei o país. Antes de ir encontrei varias dicas em blogs e sites. Não quero que este post seja referência sobre a Colômbia mas vou dar os meus pitacos sobre algumas impressões que tive. Escreverei em formato de tópicos.

Panorama Geral

Eu achei a Colômbia um país agradável e seguro. Alguns lugares, como Cartagena e o Parque Chicamocha, são muito bonitos. Bogotá e Medellin, as maiores cidades, nos mostram um pouco da cultura do país. A Colômbia tem algumas características interessantes e que se repetem em várias cidades: muitos policiais, muitos táxis, muitos ambulantes, pessoas prestativas. Nem tudo é organizado mas fiquei com a sensação de que os colombianos estão sempre em busca de melhorar. O ônibus Transmilênio em Bogotá e o Metrô de Medelin, por exemplo, mostram alguns serviços públicos de qualidade.

Bogotá

- Bogotá tem 8 milhões de habitantes e parece ser uma cidade muito organizada e segura (muitos policiais principalmente em pontos turísticos). Umas das primeiras impressões que tive foi com relação ao trânsito, após às 17 hs tem muito carro nas ruas e trânsito lento pra todo lado (posteriormente percebi que isso se repete em todas as cidades que estive).
- Muitos táxis e ambulantes por toda parte (e isso não é só em Bogotá mas em todas as cidades). No centro é impossível você demorar mais que 30 segundos para parar um táxi. Eles têm o hábito de passar buzinando oferecendo o serviço.
- Candelária (centro). Foi onde nos hospedamos. Todos os pontos turísticos próximos e possível de fazer à pé. Legal a Plaza Bolivar, o Museu Botero (é grátis) e o Museu do Ouro.
- Catedral da Sal. Fica na cidade vizinha Zipaquirá. Uma catedral dentro de uma mina de sal, um passeio bastante interessante. Fomos de ônibus (parte com o Transmilênio que é o "Expresso" de lá e parte com um ônibus pequeno - busseta como chamam lá) e o deslocamento demora mais de uma hora mesmo sem trânsito.
- Cerro de Monserrat. Um morro com uma vista bastante interessante da cidade. Dependendo do horário você pode subir de teleférico ou funicular. Fomos de teleférico. Vale a subida, tire várias fotos.
- Impressionante como tem turistas e não turistas em toda parte, os pontos turísticos estão sempre cheios, de onde eles surgem? (o mesmo notei em Medellin).
- O ônibus Transmilênio é bom e barato. Porém um pouco confuso entender a lógica das linhas que não param em todas as estações, cada uma para em determinadas estações.
- Colombianos simpáticos e prestativos. A curiosidade é que basicamente só vi pessoas bonitas, magras e jovens em Bogotá.
- Zona Rosa. Point de Bogotá com bares e restaurantes. Local bastante agradável (lembra um pouco o bairro Batel em Curitiba).

Medellin

- Carrera 70 no Bairro Laureles. Uma das ruas mais populares da cidade, tem muitos bares e restaurantes. Muitos ambulantes também. Digamos que é um point mais popular (contrastando com a Zona Rosa de Bogotá). Bom se hospedar perto dessa rua, já que além das facilidades do comércio, não é longe de centro. Fácil de ir de metrô ou mesmo a pé.
- Metrô. Ótima opção de deslocamento, 2300 pesos (cerca de R$ 2,60), muito organizado e fácil de entender os mapas. Leva aos principais pontos turísticos e é integrado com bicicleta, Metrocable e ônibus.
- Metrocable. Integrado com o metrô e sem pagar a mais para usar. É um teleférico que foi criado para levar as pessoas aos locais de mais difícil acesso (nos morros). Passa por cima das comunas (favelas). Acaba sendo uma opção turística e a vista é incrível!
- Estádio do Atlético Nacional. Na Carrera 70, ao lado da estação do Metrô. Só abre para visitação na terça e é grátis mas eu não estava na terça em Medellin :-(.
- Plaza Botero. Fica no centro de Medellin, que é um lugar cheio e meio caótico. A praça em si é bonita e tem as belas esculturas do Botero, mas é até difícil de tirar fotos nas esculturas pela quantidade de pessoas ali (turistas, ambulantes, passantes).
- Museu Antioquia. Muita coisa do Botero nesse museu, mais legal e completo que do Museu Botero em Bogotá. Porém um pouco caro: 18.000 (R$ 20,00).
- Jardim Botânico. Estação de Metrô em frente. Havia uma exposição de flores (grande variedade) e MUITA gente. Vimos iguanas de perto e um borboletário com poucas borboletas. Lugar grande e bonito. Cobra entrada de 18.000 pesos.
- Pueblito Paisa. No topo do Morro Nutibara, tem uma réplica de um povoado de Antioquia do século XX. Mas mais legal que isso é a vista lá de cima da cidade de Medellin. Fomos no final da tarde e conseguimos ver antes e depois de escurecer. Imperdível.

Cartagena

- Ficamos na Cidade Amuralhada e com certeza foi a melhor escolha. O lugar é incrível! Casas coloridas com estilo original preservado. Clima bucólico.
- O pôr do sol visto da muralha é imperdível!
- Calor sempre, as pessoas fogem da rua próximo às 12 hs para não andar debaixo do sol (e aproveitam para tirar uma soneca).
- Muito turista e muito ambulante.
- Interessante destino para casais, o lugar tem um certo romantismo ;-)
- Não fomos ao Castelo de San Felipe e só passamos de ônibus na Praia de Bocagrande, mas tudo indica que são duas boas opções também.

El Zaíno (Parque Tayrona)

- Nos hospedamos nessa pequena cidade por ser próxima ao Parque Tayrona. Posteriormente ficou a dúvida se valeu a pena pois a única vantagem foi chegar mais rápido ao parque do que se estivesse hospedado em Santa Marta.
- Ficamos no Hostel Manígua Tayrona, com muita natureza (rio, esquilos, redes, no meio do mato). Foi nossa base para o Tayrona. Pelos horários que chegamos e saímos aproveitamos pouco, basicamente dormimos lá.
- O Parque Tayrona em si foi eleito a roubada da viagem! Ok, pode ser que criei uma expectativa muito elevada do lugar mas preciso dizer que não foi um bom custo x benefício. Caro para entrar (44.000 = R$ 50,00), precisa caminhar muito por uma trilha no meio do mato para ao final chegar numa pequena praia bonita com pedras. Legal a praia e tal mas pelo esforço eu esperava mais. Fomos até a praia Piscina, haviam outras à frente mas quanto mais você segue em frente, mais tem a percorrer na volta (é possível acampar no parque mas no caso meu passeio era de um dia apenas). A sinalização e organização do parque são horríveis. Para se ter uma ideia da péssima sinalização dentro do parque, nós nos perdemos na trilha de volta e acabamos o trajeto pela trilha exclusiva dos cavalos! O parque tem bastante natureza, com árvores e plantas diferentes, macacos, lagartixas e outros animais. Mas eu particularmente não recomendo o passeio, a não ser que você goste muito de caminhar, de praia e de natureza. Nesse caso vá para acampar.

Santa Marta

- Pouco tempo na cidade.
- Passamos na ida para El Zaíno e antes de ir para Bucaramanga, ficamos uma noite no Hotel Miami, bem localizado e barato. No centro histórico tem uma ruazinha estreita, poucas quadras, com vários bares e restaurantes. Lugar interessante e com vários turistas. Lembra o Largo da Ordem de Curitiba.

Bucaramanga (Cânion de Chicamocha)

- Outra cidade que foi a base para irmos para um objetivo (aqui o cânion).
- Ficamos 2 noites no Hotel Andino. Só andamos de táxi ou ônibus na cidade, que pareceu bonita e organizada (mais que todas as outras que vimos na Colômbia).
- Para ir ao Cânion é preciso ir de táxi até o ponto "Papa quero piña" e pegar uma busseta até o parque (cerca de 1 hora nesse ônibus).
- O Cânion vale muito a pena! Paga para entrar no Parque e paga se quiser atravessar do outro lado e voltar de teleférico. A vista das montanhas (dos dois lados) e do próprio teleférico são sensacionais.
- O Cânion é meio fora de rota (fica entre Santa Marta e Bogotá) mas se tiver a oportunidade de ir, o lugar é realmente lindo.

Comida e Bebida

Eu tinha uma lista de coisas que queria provar na Colômbia, acabei provando o que tava na lista e mais alguns itens. Talvez tenha faltado frutas diferentes, mas enfim.

- Bunuelos. Parece bolinho de chuva mas com a massa mais macia, é bem redondo. Eu gostei. Em Bogotá estava bem gorduroso, em Medellin não.
- Arepa. À base de milho. Está presente em muitos pratos mas não tem gosto de nada. Comi várias e apenas na Zona Rosa de Bogotá que encontrei uma saborosa e que lembrava pamonha.
- Almojabana. Um bolinho meio sem gosto, nem ruim nem bom.
- Lulo. A única fruta que comi (de um suco feito com pedaços do Lulo). Eu gostei bastante, lembra kiwi.
- Chá de Coca. Eu gostei, levemente amargo.
- Avena. É uma bebida que olhando parece iogurte mas o gosto lembra pudim de baunilha. Gostei.
- Patacón. Banana verde achatada frita. Comi uma vez em Bogotá e achei sem gosto, mas experimentei novamente em outras cidades e estava bem saboroso. É salgado, virei fã.
- Bandeja Paisa. Prato típico em Bogotá e Medellin. Tipo um PF com arroz, feijão (que é maior que o brasileiro e com um tempero delicioso), banana frita (diferente da nossa), torresmo, ovo frito, carne moída, arepa e abacate. Eu adorei isso, principalmente a banana e o feijão.
- Ajiaco. É uma sopa bem saborosa. Em separado vem milho verde e abacate. Muito bom.
- Picado. Composto de carnes, banana e linguiça em pedaços + batata assada e abacate. Gostei.
- Formiga Culona. Curioso é ver os ambulantes aparecerem de repente vendendo as formigas torradas em saquinhos. Dizem ser afrodisíaco, tenho dúvidas. Mas eu comi e gostei, lembra amendoim torrado.
- Abacate e Arepa parecem ser itens obrigatórios na maioria dos pratos colombianos.
- Prato de Santander. No Parque Chicamocha comemos um prato que era um mix das especialidades de Santander. De entrada uma sopa com coentro e várias outras coisas, boa. Arroz com miúdos de cabra (acho que era isso), gosto forte. Carne de boi, de cabra, de frango e mandioca. Eu tive a impressão que faltou um pouco de capricho na hora de preparar as carnes. Ainda assim gostei da carne de cabra.
- Milo. O Milo é como se fosse o "Nescau" da Colômbia, feito para tomar com leite. Resolvemos experimentar o Milo gelado numa sorveteria no Parque Chicamocha. E não é que o produto é delicioso? Achei que lembrou milk shake de chocolate mas com um sabor diferente e especial.

Ônibus intermunicipais

- Se programe com folga, pois demoram mais que o previsto.
- Mesmo os turísticos/contratados são enrolados.
- A van que nos levou de Cartagena à Santa Marta fez várias paradas para pegar pessoas em vários hotéis e em vários locais para desembarcar pessoas. A viagem prevista para 3,5 horas demorou 5.
- Ônibus de Santa Marta a Bucaramanga. Grande, confortável, ar muito gelado. Tempo previsto de 10 horas mas durou 12. Muitas paradas demoradas.
- Ônibus de Bucaramanga a Bogotá. Menor e menos confortável que o anterior. Viagem de 10 horas durou quase 12. Muitas paradas demoradas.

Hotéis

- Inter Bogotá em Bogotá. Preço bom, localização boa no centro, limpo e organizado.
- Kitnet da Yessica em Medellin. Barato (Airbnb), ótima localização, próximo à Carrera 70, limpo e organizado.
- Hotel Santa Cruz em Cartagena. Ótima localização, café da manhã bom, quarto pequeno mas limpo.
- Hostel Manígua Tayrona em El Zaíno. Muita natureza, perto do parque Tayrona, alguns quartos melhores que outros.
- Hotel Miami em Santa Marta. Bem localizado, barato, quarto grande, limpo.
- Hotel Andino em Bucaramanga. Bem localizado, preço bom, limpo e organizado.

domingo, 23 de abril de 2017

Um dia na Colônia Witmarsum

Já há algum tempo pretendia visitar a Colônia Witmarsum. Há cerca de 65 km de Curitiba, na cidade de Palmeira, se enquadra na categoria de passeios interessantes e próximos à Curitiba. No último sábado, finalmente consegui conhecer o local.

A ideia aqui não é falar de todos os atrativos da colônia, até porque existem informações bem completas em alguns sites, até indico o Blog Matraqueando que foi minha principal referência para planejamento do passeio. Mas vou dar meu depoimento sobre os locais que pude conhecer, assim creio que fica como mais uma opinião a respeito.

Para esta empreitada, tive a companhia da amiga Rosi, que topou compartilhar essa experiência comigo. Saímos de Curitiba um pouco depois das 9 hs. A estrada está em ótimas condições em todo o percurso. Há um pedágio que custa R$ 7,90. Um pouco antes da entrada para Witmarsum está o Recanto dos Papagaios, que aproveitamos e paramos para conhecer.

O Recanto dos Papagaios é um recanto/parque público e gratuito. Tem uma boa estrutura, contando com várias churrasqueira (com mesas e bancos) e uma piscina artificial com água do Rio dos Papagaios. Imagino que em dias de calor fique cheio. Naquele dia estava frio e era cedo, havia poucas pessoas. Mas foi bom, pois pudemos tirar boas fotos. O recanto é realmente muito bonito!

Ah! Já ia me esquecendo, mas entre as várias placas educativas no Recanto, uma chamou a atenção. Ao lado da piscina: “Proibido jogar pessoas na piscina”! Hein!? Acho que não quero saber o que motivou a administração do recanto a escrever essa placa, mas que é engraçado, é.

Seguindo em frente, chegamos à simpática Witmarsum. Na estrada de acesso tem um trecho em que as árvores ficam bem perto da rodovia, formando quase um “túnel” de árvores. Parece cena de filme. Paramos no Mercado Central e fomos direto à Feira do Produtor, ali encontramos bolos, tortas, geleias, bolachas e várias outras coisas que o pessoal produz artesanalmente. Aliás, os “feirantes” são bem simpáticos e nos contaram alguns detalhes da produção dos alimentos e da vida na Colônia.

Depois fomos ao Mercado Central. Foi engraçado porque esperávamos algo do tipo “Mercado Municipal de Curitiba”, mas ao passar a porta de entrada nos deparamos com um mercado com cara de “Condor” mesmo. Quase aproveitei para fazer as compras lá pra casa 😐

Do outro lado da rua tem um Centro de Informações Turísticas, onde recebemos algumas dicas de locais para ir, e o Museu de História. Como o museu estava prestes a fechar para o almoço, passamos a explorar os restaurantes. Começamos com o Sabores da Colônia, que é bem perto dali, apesar de ter alguns pratos salgados, a especialidade do local é o Café Colonial mesmo, então pegamos o carro e fomos em frente.

Passada rápida no Frutilhas Lowen que pareceu ter menos opções “alemãs”. Mas decidimos almoçar no Bierwit, este sim com o cardápio quase todo com comida alemã. Pedimos o prato da casa, que serve duas pessoas (eu acho que daria tranquilamente para 3) e que tem um pouco de cada prato: Eisebein, Bratwurst e outros. Repetindo o que já li e ouvi de outras pessoas, também afirmo que foi o melhor Eisebein que eu já comi, delicioso! Esse prato para duas pessoas custou R$ 93,90. O restaurante que estava cheio, principalmente por motoqueiros, cobra 10% de taxa de serviço. Local agradável e atendimento ótimo.

O passeio de trator não estava acontecendo quando estivemos lá, uma pena. Fomos então à Pousada Campos Gerais, que além da pousada oferece café colonial e passeio à cavalo (R$ 25,00 por pessoa). O lugar é bem bonito, para chegar é necessário percorrer uma estrada de chão de aproximadamente 4 km.

Em seguida fomos ao Museu de História, confesso que criei a expectativa de ouvir o tal historiador Heinz Philippsen mas ele não estava lá. Um carinha até respondeu algumas perguntas históricas, mas... De qualquer forma, vimos alguns itens interessantes e que remetem ao inicio da colonização de Witmarsum. Eu gostei bastante do “segundo andar” do museu, que é na verdade uma casa de madeira muito bem construída.

Passamos na Toll, que é uma loja de artesanato. Muitos itens importados da Alemanha e realmente interessantes como relógios cucos e bonecos “porta incenso”. Os produtos parecem ser de alta qualidade e os preços eu achei caros. Um boneco “porta incenso” custa R$ 120,00 aproximadamente.

Atravessando a rua, entramos na Confeitaria Kliewer. Pela quantidade de pessoas que havia no local, deve ser a melhor da colônia. Mas como nossa ideia era apenas comer uma ou duas fatias de torta, desistimos de esperar na fila e fomos ao Sabores da Colonia. Lá estava mais tranquilo. Eu comi algumas tortas, entre elas a torta alemã, que estava boa mas menos que minha expectativa.

Depois voltamos para Curitiba. Um passeio de um dia, feito com bastante tranquilidade. E acabou criando a expectativa de fazer outros passeios semelhantes, como Carambeí, Parque Guartelá e outros.

sábado, 7 de maio de 2016

Legião Urbana - 30 anos!

No dia 18/03/16 tive a oportunidade de finalmente assistir ao vivo um show da Legião Urbana. Sem o Renato Russo, é verdade, mas isso não tirou o brilho de Bonfá, Dado e banda. Foi um show memorável, muito emocionante cantar e ouvir todo o público cantando junto. Gostei do vocalista André Fratechi, cantou bem e não quis ficar aparecendo, o cara respeitou o público e a história da Legião.

Alguns pontos altos: Pais e Filhos (com Bonfá no vocal), Perfeição (que eu não esperava) e Faroeste Caboclo que é praticamente um hino.

No final do show eu já estava quase sem voz e muito suado. Mas foi um show fantástico e posso dizer que lavei a alma. Viva a Legião Urbana!

Abaixo informações sobre o show e um setlist bem aproximado (não tenho certeza da ordem das músicas na segunda parte).

18/03/16
Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, os integrantes remanescentes da Legião Urbana, que formaram a banda ao lado de Renato Russo, estão na estrada com a turnê "Legião Urbana XXX anos", que comemora as três décadas do lançamento do primeiro CD. única apresentação no palco do Spazio Van.

Ao lado da dupla original da Legião, estão os convidados Lucas Vasconcellos (Letuce) (guitarra), na guitarra, Mauro Berman (Cabeza de Panda e Marcelo D2), no baixo, e Roberto Pollo (Cirque Du Soleil), nos teclados. Quem vai dividir os vocais com o público será o ator e cantor André Frateschi.

O vocal foi dividido entre André, Dado e Bonfá, sendo que em algumas músicas os 3 cantaram, como em Indios que cada um cantou uma parte. Ainda houveram 2 convidados: Jonnata Doll cantou 1965 (Duas Tribos) e Marina Franco cantou Dezesseis.

LEGIÃO URBANA
Quando: 18 de março de 2016 (Sexta)
Local: Spazio Van (BR116, Linha Verde, 15000)
O show durou mais de duas horas!

Set list:
(1a parte o primeiro CD na íntegra e na ordem que foi lançado)
Será
A Dança
Petróleo do Futuro
Ainda é Cedo
Perdidos no Espaço
Geração Coca-Cola
O Reggae
Baader-Meinhof Blues
Soldados
Teorema
Por Enquanto

(2a parte)
Tempo Perdido
Daniel na Cova dos Leões
Há Tempos
Fábrica
Eu Sei
1965 (Duas Tribos)
Dezesseis
Meninos e Meninas
Pais e Filhos
Angra dos Reis
O Teatro dos Vampiros
Quase Sem Querer
Indios

Bis

Faroeste Caboclo
Perfeição
Que País é Esse?

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Gramado e Canela

Ressurgindo aqui no blog depois de mais de 1 ano. De fato essa vida de Twitter faz com que a gente deixe de lado textos maiores, postando apenas comentários curtos.

Já há algum tempo pretendia conhecer Gramado e Canela e finalmente consegui nestas férias de julho. Gostei muito da cidade e se houver oportunidade voltarei. Apesar de eu mesmo ter encontrado muito disso na internet (se você vai para Gramado pesquise sobre a cidade antes de viajar), vou dar algumas opiniões e dicas sobre o que eu vi em Gramado e Canela.

Turistas: Viajei com a Ana e com minhas filhas Thais e Tatiane. Foi divertido o passeio em família.

Época. Julho é mais caro! Pelo menos a parte de transporte e hospedagem, pois ao pesquisar notei que os valores para viajar em junho ou agosto eram menores. Gramado tem muitos atrativos natalinos, portanto dezembro, além das férias escolares de verão, também é mais caro.

Transporte. Procurei alguns pacotes turísticos que incluíssem transporte e hospedagem mas não achei nada que valesse a pena (No Hotel Urbano até que tinha alguma coisa mas para meses diferentes de julho). Fomos de avião de Curitiba até Porto Alegre (consegui bons preços comprando com pouco mais de 1 mês de antecedência). No próprio aeroporto de Porto Alegre passa um ônibus executivo da empresa Citral que vai até as rodoviárias de Gramado e Canela, foi esta nossa opção.

Hospedagem. Procuramos com cerca de 1 mês de antecedência. Além de diárias caras em julho, também foi difícil achar hotéis que tivessem disponibilidade no período que queríamos, isso que optamos por ficar de segunda a quinta, se fosse final de semana não sei se conseguiríamos. Ficamos na Pousada Zermatt em Gramado, destaque positivo para atendimento, café da manhã e localização (+-500 mts do Mini Mundo e +- 1 km da Rua Coberta).

Dinheiro. Fiquei impressionado com a quantidade de locais em Gramado e Canela que não aceitavam cartão de débito, apenas dinheiro vivo. Alguns (restaurantes e lojas principalmente) aceitavam cartão mas já avisavam que em dinheiro tinha (um ótimo) desconto. Havíamos levado dinheiro mas precisamos sacar mais. Tem que ficar atento para não ir até o Parque do Caracol por exemplo e não ter dinheiro, a entrada é só em espécie. A boa notícia é que tem vários bancos diferentes no centro.

Gramado A Pé. Inicialmente fiquei desconfiado com a afirmação de que andar a pé em Gramado seria uma boa opção. Na prática funciona. Claro que depende onde você está hospedado mas o fato é que os principais pontos no Centro são próximos. No coração do Centro estão a Rua Coberta, Palácio dos Festivais e Igreja São Pedro, a partir daí caminhando até 5 quadras você chega em outros pontos turísticos. Tem até um guia "Gramado a pé" para turistas.

Aluguel de Carro. Fomos a algumas agências de turismo ver city tours principalmente para Canela (que fica 7 km de Gramado) mas a maioria desses passeios é panorâmico e para em 2 ou 3 lugares por um tempo curto. Como gostaríamos de ir pelo menos no Parque do Caracol e no Mundo a Vapor optamos por alugar um carro. Custou 89,00 a diária e como estávamos em 4 pessoas valeu a pena financeiramente, além de decidirmos quanto tempo ficar em cada local.

Avenida das Hortências. Para ir do Hotel ao centro seguíamos pela Av. das Hortências, uma das principais ruas de Gramado, muitos restaurantes e outros comércios.

Aldeia do Papai Noel. Achei que a manutenção no local não é muito boa pois haviam itens mal cuidados e interditados. É uma atração mais para criança e não estava nos planos, mas a Thais insistiu e fomos. Não deixe de ir até o mirante que tem uma visão fantástica. Para quem gosta de animais vimos alces, um bambi (animalzinho que parece um viado pequeno), cabritos e cães São Bernardo.

Prefeitura. Fachada legal para foto e dentro tem quadros de vários (acho que todos) ex-prefeitos de Gramado.

Rua Coberta. Lojas e gastronomia, é o principal ponto de referência no centro.

Chocolate Quente na Caracol. Fica na Rua Coberta, experimente um chocolate quente cremoso na Caracol, que é uma das várias lojas de chocolate da cidade. Realmente muito saboroso.

Palácio dos Festivais. Na frente da Rua Coberta. Local onde ocorre o Festival de Cinema de Gramado. Como não era época do festival vale fotos da fachada e são exibidas seções de cinema no local.

Igreja São Pedro. Ao lado do Palácio dos Festivais. Uma igreja de pedra realmente muito bonita, tem missa toda noite. Na frente tem estátuas dos 12 apóstolos e ao lado a Fonte do Amor Eterno (os casais gravam seus nomes em cadeados, o colocam nas grades da fonte e "somem" com a chave).

Chateau de La Fondue. O que mais tem em Gramado é restaurante que serve fondue, pesquisei previamente alguns e optei pelo Chateau. Saboreamos a tal sequência de fondue (fondue de queijo, carne grelhada na pedra e fondue de chocolate) e de fato é muito bom. Recomendo o restaurante, custa +- 63,00 por pessoa (fora bebida e 10%) mas tem desconto pagando em dinheiro. No final ainda levamos de brinde uma garrafa de vinho. A exemplo de vários outros restaurantes, busca e leva gratuitamente no hotel.

Parque do Caracol. Fica em Canela e é muito bonito. Logo no início tem o mirante, com uma vista fantástica para a cascata. Depois vem a famosa escadaria de 730 degraus (equivale a um prédio de 44 andares), pra descer todo santo ajuda, já para subir... a Ana que o diga. Mas descer aproximadamente 131 metros até o "pé" da cascata vale a pena. Para subir tem vários bancos para descanso estrategicamente colocados. Detalhe que mesmo se você não descer a escadaria ainda tem coisa bonita para ver, principalmente as corredeiras e a prainha. Vá com tempo, para curtir o local sugiro ao menos 2 horas.

Castelinho Caracol. Em Canela, perto do Parque do Caracol, bom para fotos e ver uma espécie de museu de ferramentas antigas (serras, máquinas de grãos, etc).

Mundo a Vapor. Em Canela, espécie de museu do vapor, além da fachada muito legal são feitas explicações do funcionamento de vários equipamentos a vapor. Se não estou enganado foi um dos poucos lugares que estudante paga meia. Recomendo.

Lago Negro. Em Gramado, é um dos cartões postais da cidade. Pra falar a verdade é um parque sem nada demais, o que difere é andar no pedalinho. Andamos e foi divertido, caminhamos um pouco no parque e fomos embora.

Subway. Não vi muitas lanchonetes em Gramado mas do lado da Igreja de São Pedro tem um Subway, para quem não queria uma refeição e sim um lanche, ótima opção.

Mini Mundo. Famosa atração de Gramado e gostei muito. Miniaturas 24 vezes menores que o tamanho real. Vários prédios, maioria da Alemanha, e destaque para o museu de São Paulo. Pelo histórico apresentado lançam ao menos uma nova miniatura todo ano, ou seja, mesmo quem já foi e faz uns 5 anos ou mais, haverá novidades. A riqueza nos detalhes impressiona, recomendo.

Fábrica Florybal. As principais das muitas lojas de chocolate de Gramado são Caracol, Florybal, Lugano e Planalto. Todas oferecem transporte gratuito até a sua fábrica. Optamos por visitar a fábrica da Florybal, tem uma fachada bonita para fotos e uma loja para comprar os doces. A fábrica mesmo foi decepcionante porque só mostravam algumas máquinas de produção e deram uma explicação simples. Minha expectativa de ver o passo a passo da fabricação foi ao chão.

Parque Terra Encantada Florybal. Fica em Canela, no caminho para o Parque do Caracol. Não estava nos planos mas como a visita à fábrica foi meio sem graça acabamos comprando a entrada (estudante paga meia), o transporte de ida e volta também é gratuito. É um parque cheio de réplicas de dinossauros, seres de mitologia, monstros e outros animais. Bem cuidado e bem pensado, você vai andando pelas trilhas no meio das árvores e vendo as réplicas, rende fotos legais, para ver com calma precisa de 1 hora e meia.

Igreja do Relógio. Em Gramado, há umas 3 quadras da Rua Coberta. Uma igreja Evangélica Luterana com um relógio na torre. Vale pelas fotos.

Biblioteca Municipal. Chamou atenção uma das funcionárias que nos recebeu e explicou o funcionamento. Mas não tem nada demais, é uma casa antiga de dois andares.

Câmara dos Vereadores. Não é permitido entrar, então só foto da fachada.

Praça do Moinho. É estranho chamar de praça, já que ao redor do moinho tem várias lojas, praça mesmo não há. Tire uma foto para dizer que foi.

Rótula das Bandeiras. Uma rótula que tem bandeiras de todos os estados Brasileiros e talvez outras bandeiras que não identifiquei. Vale a foto, já que do lado tem uma estátua do "kikito" que é o trofeu dado aos vencedores do festival de cinema.

Lago Joaquina Rita Bier. Um lago com pista de caminhada em volta. No centro aqueles jatos de "águas dançantes" mas estavam desligados, dizem que funcionam com iluminação no Natal.

Centro Municipal de Cultura. Fica junto ao Lago Joaquina Bier, haviam esculturas expostas e só. Dizem que ocorrem exposições e oficinas periodicamente.

Praça das Etnias. Do lado da Rodoviária, tem umas casas antigas. Há também ali a Casa do Colono, que vende produtos típicos, compramos Cuca e biscoito.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sem Regras o Mundo Seria um Caos

Depois do meu último post percebi que algumas pessoas interpretaram que eu quis dizer que não obedeço as leis/regras e que não acredito na justiça. Então creio que cabem alguns esclarecimentos.

Bom, alguns posts eu consigo preparar e amadurecer antes de publicar, outros eu escrevo e publico na mesma hora. Foi o caso do último post, eu tinha a ideia na cabeça, comecei a escrever, revisei rapidamente e postei. Confesso que o tom do texto acabou ficando de desabafo e justamente por isso exagerei um pouco nas críticas. Vou inclusive alterar alguns trechos daquele texto para amenizar isso.

Sobre o fato de eu inventar uma "lei de sobrevivência" para os semáforos de madrugada, a intenção não é sair furando tudo quanto é sinal mas o recado que eu dou é para tomar bastante cuidado pois infelizmente pode-se ser pego de surpresa como eu fui ao passar um sinal verde e sofrer um acidente. Em vias mais movimentadas ou antes da meia noite eu tento seguir rigorosamente a sinalização de trânsito.

Eu também disse no post que a justiça tarda e falha e dei um exemplo disso. Porém, longe de mim querer dizer que a justiça sempre falha. A crítica era no sentido contrário, ou seja, a justiça pode sim falhar. Eu acabei detalhando os fatos mas no fim das contas eu não consegui provar que o outro carro furou o sinal e fiquei com um sentimento de injustiça. Porém, sei de vários casos parecidos em que a justiça foi feita. Logo, eu acredito sim na justiça! Se acontecer um fato parecido vou procurar novamente o judiciário.

Acredito que as pessoas devam seguir as regras e leis. Se não houvessem regras o mundo seria um caos e muitas vezes é graças às regras que as coisas funcionam. Procuro ser ético e honesto no que faço e também procuro incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo. Sou contra o "jeitinho brasileiro" e "levar vantagem em tudo", devolvo troco dado a mais e procuro ser justo no que faço.

Enfim, procuro seguir as regras sim. Sei que existem as pessoas "espertas" que dizem ser uma besteira fazer tudo certo, que é coisa de "otário". Mas eu prefiro fazer o correto e estar com a consciência tranquila. Se todos fossem honestos teríamos um mundo muito melhor, não haveriam estelionatos e afins. Mas enquanto isso não acontece eu faço a minha parte.

Claro que não sou perfeito, cometo muitos erros e deslizes, mas a intenção é ser uma pessoa do bem. E para finalizar vou compartilhar uma frase que uma certa garota escreveu esses dias: "Prefiro fazer as coisas dentro da lei e se não concordar com a lei lutar para que a mesma seja revista do que criar minhas próprias regras".

domingo, 31 de março de 2013

O Dia Que Não Morri (ou A Justiça Tarda e Falha)

Já faz um tempo que estou ensaiando este post, na verdade só decidi escrevê-lo mais recentemente, justamente porque foi um episódio antigo mas que serve até para eu mesmo lembrar dos fatos e refletir sobre duas coisas: a facilidade de perder (ou não) a vida e o sistema judiciário.

Desde a época da faculdade, quando eu passei a sair mais de carro durante a madrugada, observando o comportamento dos motoristas após a meia-noite estabeleci para mim algumas "leis de sobrevivência": Se o sinal estiver vermelho deve-se parar, olhar e furar caso não venha carro na outra via (teoricamente não é aconselhável ficar parado em sinal nesse horário por conta de assalto e tal); Se o sinal estiver verde, deve-se reduzir a velocidade e olhar para ver se nenhum outro carro se aproxima parecendo que vai furar o sinal (sim, de madrugada muita gente fura o sinal sem a menor cerimônia). Eu só não sabia que essa lei seria tão útil pra mim um dia.

Tudo começou no dia 19/08/2005, uma sexta-feira. Trabalhei até umas 19 hs, bati o ponto e emendei, acreditem, algumas horas de estudo ali mesmo no escritório. Motivo: eu iria prestar concurso público para o TECPAR no domingo, dia 21. Eu tinha alguns assuntos que queria estudar e aproveitei o fato de alguns colegas (Rubens e Edson) estar fazendo hora extra naquela noite e fiquei por ali mesmo. Lá pelas tantas pedimos pizza e refrigerante e quando me dei conta já era mais de meia noite. Terminei de estudar e fui para meu carro, na época um Corsa Wind 97, o Lyu (sim, ele tinha um nome!). Lembro que tinha mandado lavá-lo naquele dia e a luz do poste refletia bonita na lataria limpa e brilhante.

Saí do Centro Cívico com destino ao Bairro Alto, estava na Rua Augusto Stresser sentido Alto da XV. O semáforo que cruza a Rua José de Alencar estava verde, lembrei da "lei de sobrevivência" para o trânsito de madrugada, afinal já era dia 20/05/2005 às 01:30 hs aproximadamente, reduzi a velocidade e olhei para a direita (a rua tem sentido único). O problema é que há um muro nessa esquina que limita bastante a visão e eu tive que seguir até poder enxergar completamente a José de Alencar... mas antes que eu pudesse ter uma visão melhor fui atingido repentinamente por uma Renault Master que vinha pela pista da esquerda (mais próxima ao muro) e furou em velocidade o sinal da José de Alencar. A Renault colidiu de frente com o lado dianteiro direito do Corsa, eu não lembro se pisei no freio antes ou depois da batida, mas tenho bem clara a lembrança de ver o capô do Corsa amassando/dobrando e o carro girar para o lado. Quando o carro parou eu percebi que havia tensionado todo o corpo, fiquei parado por alguns segundos e pensei: "Meu Deus, eu to vivo!". Tive consciência de que se eu não tivesse reduzido a velocidade aquela Renault enorme teria dado no meio do Corsa e nesse caso não faço ideia de onde eu ia parar mas com certeza o estrago seria muito grande. Esse foi O Dia Que Não morri!

Liguei o pisca-alerta e saí do carro assustado, sem saber direito o que fazer. Apareceu um casal (Rodrigo e Viviane) perguntando se eu estava bem e dizendo que eles viram o outro carro furar o sinal, se eu precisasse de alguma testemunha ou algo assim poderia contar com eles. Com a mão trêmula, anotei com dificuldade no celular o telefone do Rodrigo e fui falar com o motorista que aparentemente tentou me matar. Ademir era o nome do cidadão. A Reunault Master era da empresa Rimatur Turismo e estava levando os funcionários do Mercadorama para suas casas. Preciso comentar que uma pessoa que está trabalhando no transporte de outras pessoas e que fura um sinal de madrugada como se estivesse numa preferencial (ele não freou antes da colisão) tem uma percepção estranha de responsabilidade. O Ademir não admitiu que furou o sinal e ainda teve a audácia de me dizer que os seus passageiros estavam de prova.

A frente do Corsa ficou muito detonada, apesar de limpo e brilhante ele estava agora bem prejudicado. Na Renault Master só fez um pequeno arranhão no para-choque. Daí liguei pro meu corretor de seguro (Marcos), chamamos o BPTran para fazer BO, liguei para a assistência da Liberty que guinchou o carro e me levou para casa.

Apesar desse acidente ter estragado meu sábado, domingo fui fazer o concurso do TECPAR. Passei em 3º e em 2006 fui chamado para assumir a vaga (isso seria sangue frio, persistência ou concentração durante a prova?). Mesmo assim, nos dias após o acidente eu não deixava de pensar que por uma fração de segundos eu não sofri um acidente muito pior. Eu poderia ter ficado aleijado ou ter morrido. Pensei nas minhas filhas, meus pais, na Ana, nos amigos... como ficariam caso eu me fosse? Agradeço a Deus por estar a meu lado naquele momento.

Agora vem a parte do judiciário. Pois bem, conversando com o Fernando da MKM Seguros, que me auxiliou no processo de conserto do carro pela seguradora, ele me sugeriu que entrasse com um processo no Tribunal Especial Cível (popularmente chamado de Pequenas Causas). Eu tinha as testemunhas e a certeza de que o outro carro furou o sinal. Entrei com o processo contra o Ademir pedindo o ressarcimento da franquia do seguro. Acho que a motivação maior era fazer justiça e se fosse possível conscientizar o motorista irresponsável.

A primeira audiência, de conciliação, foi em 2006. O Ademir alegou que se perdesse a causa não teria como pagar e o juiz me convenceu a desistir do processo e abrir outro, desta vez contra a empresa Rimatur. Aqui talvez meu primeiro erro. A partir daí passei a contar com um advogado mas o processo foi longo. Na primeira audiência a Rimatur deixou claro que não faria acordo, já que a seguradora dela só faz ressarcimento no caso de causas perdidas na justiça (sem acordo entre as partes). Na segunda audiência talvez a situação mais inusitada, consegui levar as duas testemunhas (Rodrigo e Viviane) para depor, a Rimatur também tinha as dela, porém minutos antes da audiência o juiz se declarou inapto para atuar por já ter sido advogado de sócio da Rimatur. Lembro que a minha advogada, a Liliane, ficou muito brava e só faltou xingar o juiz.

Depois disso as coisas começaram a emperrar. Ou as testemunhas não apareciam, ou a audiência era adiada por algum motivo (teve recesso, mudança de endereço físico do tribunal, até queda de luz), enfim, sempre acontecia algo que fazia com que fosse marcada nova audiência. Em média foram feitas 2 ou 3 audiências por ano. O tempo ia passando e passei a ter dificuldade para levar minhas testemunhas, a Viviane alegava trabalhar com leilão de jóias e tinha umas questões sigilosas que não permitiam que ela fosse depor, o Rodrigo tinha reuniões e viagens que coincidiam com as audiências.

No ano de 2011 o Rodrigo ficou fora do Brasil e quando eu já nem contava com a Viviane, ela apareceu numa audiência. Para tentar agilizar a decisão da causa, meu advogado abriu mão de ouvir o Rodrigo, já que ele estava morando no exterior. O problema foi que no depoimento da Viviane ela não lembrava dos detalhes do acidente (6 anos haviam passado) e acabou dizendo que o sinal estava no pisca-alerta. Depois da audiência, a defesa da Rimatur consultou as autoridades e conseguiu provar que aquele semáforo não estava em pisca-alerta na ocasião do acidente. Tentamos nas audiências que se seguiram fazer com que o Rodrigo fosse intimado novamente pois ele voltou ao Brasil em 2012. Infelizmente o juiz não aceitou ouvi-lo e no final de 2012 o processo foi julgado improcedente.

Resumo da história: passaram-se mais de 7 anos entre o acidente e o julgamento final do processo, houve perda de tempo dos envolvidos e muitas trapalhadas do tribunal, o Ademir provavelmente continua dirigindo de forma imprudente (apesar de não trabalhar mais na Rimatur). Neste caso a justiça tardou e falhou, portanto às vezes é verdadeira a afirmativa de que A Justiça Tarda e Falha!

sábado, 3 de novembro de 2012

Impressão de Belo Horizonte

Nos dias 17, 18 e 19/10 estive trabalhando em Belo Horizonte. Foram menos de 48 horas na cidade, mas pude observar algumas coisas na minha primeira visita a Minas Gerais e vou ousar escrever sobre.

Na chegada à cidade, por volta das 19 horas, comecei a perceber algumas coisas que vale a pena citar. A primeira é que o Aeroporto de Confins é bem longe do centro da cidade, eu já havia sido alertado sobre isso e fui do aeroporto até a rodoviária com um ônibus que custa cerca de R$ 9,00. Se fosse de taxi dizem que gastaria uns R$ 90,00. O trajeto de ônibus dura uns 50 minutos.

Uma vez dentro do ônibus, cujo motorista era meio doidão e acelerava um monte, notei que BH tem muitos viadutos, depois conversando com colegas da cidade me disseram que são antigos e que atualmente são um problema porque em algum ponto esses viadutos diminuem a quantidade de pista e isso gera um "gargalo" no trânsito. De qualquer forma eu achei o trânsito bom.

Cheguei na rodoviária e dali estava nos planos eu ir caminhando até o Hotel Ibis. Eu tinha dois mapas, um do google que havia impresso em Curitiba e um turístico que peguei no aeroporto. A distância era de umas 9 quadras e eu achei uma boa oportunidade de já ir me familiarizando com o local. Aqui entra algo que já citei no Facebook, é complicado o formato das ruas no centro da cidade, porque são ruas principais em forma de losango e ruas secundárias em forma de quadrado e no encontro das principais com as secundárias você tem sempre 3 opções a seguir, o que causa uma confusão para quem não está acostumado.

Já na saída da rodoviária errei a rua que tinha que pegar (Rua Curitiba, por ironia do destino), haviam poucas placas de rua ali perto e comecei a andar no sentido errado. Devo dizer (e depois moradores de BH confirmaram) que perto da rodoviária é um lugar meio tenso, senão vejamos: haviam várias lojas mais populares por ali, as pessoas na rua tinham cara meio suspeitas e eu com a mochila nas costas cuidando para não ser assaltado.

Haviam algumas garotas de programa na rua, e isso era bem cedo, umas 20 horas. Eu percebi que estava na rua errada e voltei, entrei em outra rua e ali tive certeza que o lugar era doido, entre várias lojas tinha uma "boate" e com uma faixa escrito "Strip Tease ao vivo". O lugar estava em pleno funcionamento, com música e tudo. Eu não entrei, até porque devo confessar que estava cada vez mais preocupado em dar bandeira de ser um turista perdido.

Voltei para perto da rodoviária, numa das esquinas onde tem 3 ruas para escolher e olhando de novo o mapa, percebi que a primeira escolha tinha sido errada, e achei a tal Rua Curitiba. A medida que ia me afastando da rodoviária as coisas iam mudando para melhor. Lugares mais limpos, pessoas menos suspeitas e uma cara de uma cidade bem organizada.

De fato, perto do hotel e à noite não tem nada turístico para se ver. Belo Horizonte é a cidade que tem mais botecos por habitante no Brasil, mas optei por não ir sozinho nesses botecos, uns parecendo mais sofisticados, outros nem tanto.

Acabei indo em dois shoppings (programa de índio, eu sei, mas eram os lugares melhores para jantar), o Diamond e o Cidade. O primeiro bem burguês, o segundo mais popular. Também usei o transporte coletivo da cidade para ir trabalhar, é meio confusa a lógica dos ônibus, pois existem vários ônibus com numeração aproximada que fazem caminhos parecidos, normalmente mudando só o final do trajeto. Em BH as pessoas usam mais o número do que o nome do ônibus, aparentemente o nome não quer dizer grande coisa. Também foi difícil achar o ponto do ônibus, parece que as pessoas só sabem do ônibus que usam, e em cada ponto de ônibus do centro para um número limitado de ônibus. Uma vez no ponto certo, há a vantagem de ter vários ônibus que vão para o mesmo lado, então normalmente pode-se pegar mais de um para ir pro mesmo lugar.

Pra terminar vou falar que achei um barato o sotaque de alguns dos mineiros com quem conversei, comi pão de queijo no hotel e estava muito bom, passei rapidamente no Mercado Central e na Praça da Estação. Pensei que este post seria curtinho e ficou grande, acho que me empolguei ;-).